CONDICIONADOS AO AMOR A DOIS

Estou lendo um livro que aborda situações que vivemos em nossos dias atuais sejam elas boas ou ruins, porque um dia quando éramos crianças nossas mentes fora programadas, isso é chamado de CONDICIOMENTO MENTAL
CONDICIONADOS AO AMOR A DOIS

Desconstrução

Quero me desviar dos caminhos da "i"greja que não segue o Caminho de Cristo. E andar na contra-mão desse sistema religioso elaborado sobre outro fundamento que não Jesus. Quero tirar a capa que me identifica como "cristão" com o emblema da cruz para vestir-me de amor pelo próximo e por esse amor ser conhecido como discípulo de Cristo.
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Sensações que experimentei na igreja

Não posso ser totalmente ingrato ao meu passado dentro da "i"greja. Tanto quanto não posso ser ingrato com meus namoricos de adolescente. Me ocorre agora uma lembrança, ou melhor lembro-me de sensações que já não sinto mais. Sensações boas, perigosas e efêmeras...
Igreja Emergente

PARTICIPE

Para participar, envie sua lista p/ o e-mail livrosepessoas@gmail.com. Informe o total de livros e o total de págs. Se for blogueiro e tiver a lista no blog, indique o link. Caso negativo, indique o link do perfil no Orkut. Se não tiver nada disso, não se desespere. Mande só a lista. =)
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Igreja Emergente

"Onde houver alguns indivíduos dispostos e prontos a serem pessoas de Cristo em suas próprias situações e lugares, lá a Igreja emergente está surgindo por si mesma. ‘Você não a percebe?’” Larson, Osborne, The Emerging Church (1970)
Igreja Emergente

7 Dias Para Viver




O que você faria se tivesse apenas uma semana de vida?

Abordei quatro pessoas próximas com esta pergunta. A pergunta foi feita de súbito, fora de contexto. Indaguei do nada surpreendendo-as com uma questão pouco levantada em seus dias comuns.

Primeiro foi interessante observar as expressões de impacto: "Como assim?", "O quê?", "Hummnn..."

Acredito que a esmagadora maioria das pessoas não pensam muito nisso. Ninguém gosta de pensar no fim! Ninguém quer o fim. Todos queremos - e pensamos ter - mais tempo. Todos nós vivemos como se fôssemos imortais na verdade. No mínimo afastamos de nossos pensamentos a idéia de que enfim aquele dia chegará... o dia em que findará tudo o que conhecemos, tudo o que vemos, tudo o que experimentamos, tudo o que construímos e conquistamos.

Pense um pouco comigo. O que dá valor às coisas? O que é valor? O que é importante? O que vale a pena? Onde está nosso tesouro? O que é nosso tesouro?

Creio que você como eu acordamos todos os dias e temos como meta ganhar dinheiro para viver, certo? Ou será que temos vivido para ganhar dinheiro? Pare para pensar um instante... onde você deposita seus valores? Ao que você confere valor?

Todo mês quando recebo meu merecido "dinheirinho", que logo tem seu destino certo, fico a pensar: "Puxa vida! Esse papelzinho filho da p&t@ é razão de boa parte da minha rotina! É razão de boa parte de minhas preocupações. Por causa desse papelzinho morrem pessoas... PESSOAS, caramba! Papelzinho... pessoas... Algo está errado aqui..."

O quê? Pegamos uma papel impresso e lhe conferimos valor? Não consigo entender o fênomeno de valorizar alguma coisa sem comparação. Algo tem valor diante de outra coisa que não o tem. O valor é praticamente simbólico, abstrato. O valor das coisas brota de dentro de nós...

Famílias estão passando fome porque não têm alguns papéizinhos "com valor"? Crianças estão sem perspectivas de futuro por causa de papéizinhos atribuídos de "valor"? Isso não soa nem um pouco justo. Aliás, é isso que é o Capitalismo, certo? Lucro inconsequente. Lucro injusto. Lucro, lucro e lucro...

Mas, valor é algo que só tem sentido se comparado com outra coisa sem valor! E para isso ser determinado precisamos de perspectivas. O mundo gira como se não fosse findar nunca. Lucrar é a ordem. Vencer é o objetivo. Acumular é o princípio.

Mas, o que acontece quando você só tem sete dias para viver? Suas perspectivas mudam radicalmente. Suas prioridades alteram-se como nunca seriam se não lhe restasse tão pouco tempo. Resumindo, seus valores tornam-se outros. Melhor dizendo, as coisas que realmente têm valor emergem nessa perspectiva de reta final.

O trabalho árduo, frenético e quase incessante perde o sentido. Se este perde o sentido, o dinheiro então torna-se loucura! O poder, a ganância e o orgulho tendem a perder campo. O que realmente importa na vida torna-se mais claro quando nossos dias são abreviados.

Ninguém quer gastar seus últimos sete dias de vida trabalhando, ganhando dinheiro, exercendo poder, vingando, magoando, maltratando, brigando, acumulando bens, retendo tesouros, negligenciando o outro necessitado, e tantas outras coisas que são comuns enquanto vivemos "imortais".

As respostas que tive me levaram a perceber que realmente vivemos e damos valor às coisas que na verdade não teriam valor algum para nós numa perspectiva de morte iminente. O que por conclusão temos que, de fato, não são coisas que deveríamos atribuir valor.

E nos últimos sete dias de vida o que realmente importa é estar com as pessoas que você ama. É estar com as pessoas que te amam também. É correr atrás de fazer feliz e se preocupar menos com que te façam feliz. Na última semana de vida o que realmente tem valor são PESSOAS... essas coisas que geralmente não damos valor durante toda uma vida pensando que somos "imortais".

Deus deve achar ridículo quando damos valor a "papéizinhos" e não às pessoas quando estas são na verdade as únicas coisas que importam quando paramos para pensar...


Texto que escrevi para o Blog dos 30! Todo dia 16 um "textículo" meu por lá =)

Antes Na Igreja e Depois de Fora da Igreja




Acho que posso contar minha história dividindo-a em ANI e DFI. Calma, vou explicar: Antes Na Igreja e Depois de Fora da Igreja. Os leitores que já conhecem esse espaço e como me refiro aos termos me perdoem, mas muita gente ainda cai de súbito por aqui e entenderá mal minha colocação. De maneira que vou explicar só um pouquinho mais!

Quando divido minha vida em Antes Na Igreja, digo dos meus tempos como membro de denominações; meus tempos como "ministro de louvor", como professor de Escola Bíblica Dominical, como "adorador extravagante", como "separado do mundo" - acabo de ter um insight para um próximo texto -, como "evangélico", como "gospel", e por aí vai um tanto de classificações e nomes sem tanto... vocês conhecem!

Antes Na Igreja eu fazia parte desse bem elaborado Sistema religioso do qual grande parte das pessoas estão inseridas; esse Sistema abrange várias confissões: Cristianismo, Catolicismo, Protestantismo, Evangelicalismo, Judaísmo, Espiritísmo, Hinduísmo, Budismo, Ateísmo (considero um sistema (a)religioso), etc., etc. e etc. De uma forma ou de outra as pessoas, mesmo não engajadas, são influenciadas e moldadas por esses "ísmos".

Antes que me pergunte o que tem de errado em fazer parte do Sistema, digo que a princípio nada. Todos estamos presos a algum tipo de Sistema. O problema é quando você se torna a bateria para que esse Sistema funcione. E assim, ele vai te sugando, e sugando toda sua energia a fim de fincar existência, ganhar poder, riqueza e expansão. Quando você deixa de ser uma "pessoa" que é servida pelo Sistema para servir ao Sistema, algo está muito errado.

E não se engane, alguém estará lucrando por trás do Sistema. Sempre haverá alguém lucrando...

Depois de Fora da Igreja eu experimento uma leveza na alma indescritível. Aprendi a me relacionar melhor com pessoas. E aprendi a julgar menos o caráter religioso das mesmas. Claro, que isso não é fácil! Vez ou outra a gente se pega definindo uma pessoa pela crença e a partir daí construimos algumas barreiras. Mas, a experiência tem me ensinado que quando não construo essas barreiras, encontro mesmo naquelas cujo a crença não compactuo de forma alguma, algo pra aprender. Encontro alguém com quem trocar idéias e na medida do possível suscitar diálogos edificantes. No mínimo ser gentil e educado!

Hoje sinto que minha energia não é gasta com o lucro dos vendilhões da fé. Minha consciência não é cativa de dogmas e doutrinas corrompidas em si mesmas. Hoje sou livre para ir e vir e fazer o que bem entender sem me sentir preocupado com o pastor.

Hoje aprendi a usar a liberdade que Cristo conquistou pra mim. E uso essa liberdade não como pretexto para libertinagem como virão alguns a pensar. Só porque não frequento uma denominação e não tenho meu nome constando no rol de membros de alguma instituição religiosa, não quer dizer que sou um "mundano" como dirão os desavisados.

Não, muito pelo contrário! Não vivo pela Lei, vivo pela Graça e isso me basta sobremodo.

Não quero que pensem que julgo ou condeno quem faz parte de uma denominação, ou de uma igreja institucionalizada. Por favor, não! Entendo que cada um tem que estar onde precisa estar. Cada um tem seu ritmo, seu jeito de aprender, de viver e de apreender a espiritualidade. Não sou melhor que nenhum destes só porque experimento um "ser igreja" diferente, natural e com pouquíssimos ajuntados. Muito pelo contrário, sou pior.

Apenas sei de uma coisa. Assim como não dá para voltar nos tempos A.C. também não dá para voltar nos tempos ANI.

P.S.: O Marcos Siqueira sugeriu com bastante propriedade a troca das siglas ANI/DFI por AD/DD (Antes na Denominação e Depois da Denominação)! Para quem achar melhor para entendimento... =)

Igreja, da mesma que a sua



Lindões e lindonas, alegria sempre!

Agora a pouco estava a estudar e escrever, quando me lembrei de duas coisas: avisar a turma sobre o programa Sempre Feliz da TV Rede Super que me recebe amanhã[segunda-feira 19] a partir das 9h:40 e , também, compartilhar um breve pensamento sobre a Igreja. O  lembrete está dado, vamos ao pensamento.
A Igreja parece ser, durante boa parte da nossa caminhada,tão inofensiva que não conseguimos vê-la. Outra vez, ao olharmos demoradamente, percebemos que a Igreja é tão grande e exuberante que não cabe em nenhuma instituição aparente.

A Igreja é maior do que qualquer organização física, seja católica ou evangélica, seja copta ou grega. Tão grande que transborda às tentativas de representação que essas denominações nos descrevem. Ao mesmo tempo ela é tão simples e pequena que muitas vezes passa desapercebida pelo sujeito distraído que em algum momento pergunta: onde ela está!?

Além dessa pergunta -  principalmente irmãos de alguma denominação – fazem outra: de qual igreja você é?!

Pensando a Igreja conforme acima exposto em paradoxo, como responder essa pergunta utilizando os meios formatados do denominacionalísmo? Normalmente, em resposta ao “de qual igreja você é” respondo, em amor: “da mesma que a sua!” Pois Igreja só existe uma, que é rica, grande, transbordante como ao mesmo tempo também é miúda, discreta, invisível!
Vamos por aqui. A beleza é mais inteira….

Abraço demorado.

Marcos Almeida, do Palavrantiga

Meu pedido de casamento



Acontece que cresci e não acredito mais em contos de fadas! Pelo menos não deveria...

Percebi que se elas não forem de verdade talvez também não existam princesas.

Nós crescemos e o mundo não nos deixa viver fantasias. Qualquer um que assim tente viver é tido como um louco varrido, insano.

Contudo, ponderei, não é possível que tudo seja tão vazio e sem vida assim, sem cor... sem mágica! Sem Graça!

Onde estão os príncipes encantados? Onde estão as belas e puras donzelas? O que aconteceu com os castelos onde viviam felizes para sempre? Onde está aquele amor embalado de música e suspiros? O que aconteceu com os apaixonados? Onde estão aqueles que caminham nas nuvens, os românticos?! O que houve com as lindas histórias de amor?

Não, não é esse mundo que quero pra mim! Quero acreditar que o amor existe, mesmo quando tudo a minha volta diz o contrário. Quero acreditar que existe música dentro de mim, mesmo que o barulho a minha volta me impeça de ouvir. Quero crer de todo o meu coração que ainda é possível viver aventuras e perigos por quem se ama.

Preciso repensar a existência de fadas encantadas porque encontrei uma Princesa de verdade. Conheci uma linda Princesa que, antes, para mim só habitava a imaginação. E se existe uma Princesa de verdade, talvez eu possa ser o seu Príncipe, ou um sapo que seja... se não for com um beijo que eu me transforme num Príncipe encantado, talvez com mil, quem sabe?! Talvez a Princesa seja nobre o suficiente e continue tentando, e tentando, e tentando...

Quero dizer, Princesa, que eu acredito em você! Acredito que é realmente encantada! Porque quando estou com você sinto a mágica! Quando te coloco nos braços sinto que nada mais importa. Sinto que nossa fantasia existe! Sinto que quero passar o resto da minha vida ao seu lado.

Os outros podem não acreditar em contos de fadas, mas nós podemos fazer do nosso romance algo mágico. Podemos espalhar flores no nosso caminho. Podemos vencer os espinhos. Quem disse que não podemos viver uma linda história de amor?

Quero viver do seu lado as mais diversas aventuras. Quero ser seu herói. Quero ser aquele com quem você poderá contar no final do dia. Quero ser o seu confidente, quero guardar seus segredos, e proteger seus sentimentos. Posso não ter um cavalo branco para vir ao teu encontro, mas tenha certeza que sempre irei o mais rápido que puder para te socorrer. Quero te fazer feliz!

Não posso te prometer uma vida isenta de problemas. Penso que se existem princesas como você com toda certeza existem bruxas, caçadores maus, lobos ferozes, maçãs envenenadas e dragões terríveis. Mas, é disso que estou falando. Que linda história de amor não é repleta dessas coisas? Quero vencer junto com você todos os desafios. Superar nossos medos e conquistar juntos nossos sonhos.

Quero escrever junto com você a nossa história de amor. Quero ser o seu Príncipe encantado, seu amigo, seu amorzinho, seu cúmplice, seu protetor... seu amado fiel. Quero construir com você o nosso Castelo de sonho, nosso Lar, nossa Família... e viver nosso “felizes para sempre” todos os dias!

Princesa Fernanda, em nome do amor que lhe devoto é que pergunto: casa comigo?


P.S.: Ela disse sim! =)

Igreja Emergente

Uma amiga que congrega conosco pediu minha opinião sobre igrejas emergentes e 10 motivos para se reunir em uma delas para um trabalho de faculdade. O texto deveria ser curto e confesso que apesar de nos reunirmos em uma igreja nos lares e ser considerados por muitos como uma comunidade emergente, nunca tinha pensado nesse assunto. Descobri que nunca me considerei parte de uma igreja emergente; sempre penso em ser parte da igreja, só e ponto. Sem sobrenomes, rótulos, títulos, expectativas, mas simplesmente viver o evangelho. De toda forma escrevi o seguinte:

"Dar minha opinião sobre a igreja emergente é tão complexo como tentar definir o que é uma igreja emergente. Dentro desse contexto vejo claramente comunidades que tendo em vista alcançar pessoas da geração pós-moderna mudam apenas a forma de se reunirem, agregando em seus cultos elementos atraentes às novas gerações como músicas, grafites, sofás, etc... criando um ambiente informal. Quando a mudança ocorre apenas na maquiagem, ou seja, uma mudança estética, minha opinião é que o resultado é superficial e não agrega ganhos reais ao cristianismo. As pessoas se apegam ao visual e criam novas castas sacerdotais que muitas vezes são mais fracas no conhecimento da Palavra e na graça de Deus do que seus antecessores chamados de tradicionais.

Quando o contexto emergente sai da superficialidade e busca os valores do Reino de Deus, independente do visual, tendo liberdade de aceitar a diversidade de nossa geração sem abrir mão da verdade do evangelho e da prática da Palavra, então minha opinião é que essa igreja está emergindo para ser modelo e iniciar um novo avivamento onde viveremos mais próximos do que viveu Jesus e nossos irmãos no primeiro século. Isso sim é vida de Deus capaz de transformar toda uma geração e emergir para restaurar vidas.

Meus 10 motivos para participar de uma igreja emergente:
1º) Construir odres novos para o novo vinho derramado pelo Senhor
2º) Alcançar pessoas excluídas pelas comunidades tradicionais
3º) Deixar um legado para as próximas gerações
4º) Viver o evangelho com simplicidade
5º) Responder ao chamado de Jesus para fazer discípulos
6º) Criar uma cultura de respeito a diversidade
7º) Formar líderes prontos para os novos desafios
8º) Servir aos excluídos sem proselitismo
9º) Edificar a geração de meus filhos
10º) Responder ao chamado do Espírito"

PS.: Depois de pensar um pouco mais no assunto e tentando esclarecer melhor um dos meus temores: o meu medo é que na busca de fugir da hipocrisia as igrejas ditas emergentes esqueçam que devemos andar como Jesus andou. A hipocrisia finge uma santidade inexistente, permitindo o pecado desde que ele não apareça ou não manche a reputação da instituição. Triste! Mas, tenho visto congregações novas, na busca de fugir dessa hipocrisia, não tratar com amor os pecadores, permitindo que eles continuem nas garras do pecado, negando a graça e a eficácia do evangelho em dar nova vida e capacitar os discípulos a não serem escravos do pecado, mas sim escravos do Senhor.

Com isso muitas comunidades emergentes mostram força e vitalidade no evangelismo, na comunhão por meio de festas e eventos contextualizados, mas não conseguem promover uma mudança de vida naqueles que se agregam e como odeiam a hipocrisia, e isso é bom, tendem a fazer vista grossa ou mesmo relativizar o pecado. Isso é falta de amor e visão da pessoa de Deus [1]. Não existe evangelho sem renúncia, sem cruz, sem perder a vida [2] e sem resistir ao pecado [3] e tanto a hipocrisia como a relativização causam danos irreparáveis. Se me perguntarem qual eu prefiro, hipocrisia ou relativismo, a resposta é nenhum deles, prefiro crer no evangelho como ele é.[4]


[1] "E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu." IJo.3:5-6



[2] "E, chamando {a si} a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se {a si} mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida {ou alma} perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará." Mc.8:34-35



[3] "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." ICo.10:12-13

[4] "Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos; Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.

Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." Rm.6:8-14 



Excelente análise e opinião do brother Marcos Siqueira no Filho Imperfeito

P.S.: Alcançar pessoas excluídas das comunidades tradicionais é meu motivo favorito, se é que posso dizer assim! =) E você o que acha?

U2 faz música com fé sem rótulo de rock cristão

u22
O U2 tem uma carreira admirável no rock ‘n’ roll, tipo de música notório por recompensar artistas que cantam sobre coisas mais simples do que o mundo em que vivemos e o lugar que nele ocupamos. A banda – ou, em alguns casos, apenas Bono, seu homem de frente – já desempenhou o papel de pop star, pária, filho pródigo e proselitista. Porém, ao longo de seus 30 anos de carreira, a espiritualidade do U2 nunca rotulou sua música como rock cristão – estigma considerado medíocre no circuito comercial da música. O U2 vem mantendo primorosamente tanto seu lado espiritual como seu lado laico – em proporções que não limitariam seu alcance de público.
Greg Garret, professor da Baylor University e autor do livro “We Get to Carry Each Other: The Gospel According to U2” (Nós temos que nos apoiar: o evangelho segundo o U2), afirma que o rock cristão se tornou uma frase tóxica no pop por uma boa razão: “Temos a arte cristã, onde a arte é menos importante do que seu lado cristão. As crenças do U2 são filtradas em seu trabalho, mas nem por isso essa é a razão principal para que eles façam música”.
A reverenda Genevieve Razim, pastora associada da Palmer Memorial Episcopal Church, é quem diz: “Em minha posição episcopal, meu palpite sempre foi de que o moderno e o cristão podem ser compatíveis; e o U2 confirmou isso para mim. São inúmeras as mensagens na mídia de que ser cristão é o mesmo que ser rígido e intolerante, e eis que vem essa banda de rock fazendo perguntas importantes e expressando sua fé”.
Sendo assim, há anos o U2 vem fazendo canções sobre paz, justiça, espiritualidade e mistérios, e sua maneira de fazê-las revela uma inclinação ao que é elevado – seja o uso de salmos no início de sua carreira até sua visão panorâmica do mundo nos dias de hoje.
É importante ressaltar que o som do U2 tem muito a ver com seu sucesso de longa data. A banda Creed, por exemplo, é incessantemente criticada por fazer música copiada. A música do U2, porém, apesar de constantes mudanças, sempre foi imediatamente identificada como sendo única: seja a voz, os efeitos de guitarra ou a marcha militar da percussão. Como a música de Johnny Cash ou Nusrat Fateh Ali Khan, o som do U2, além de espiritual, é uma constante celebração (salvo algumas vezes em que mostra indignação), ao mesmo tempo em que atravessa limitações que alguns venham a encontrar em sua fé.

Fé particular

A arte de qualidade – seja ela religiosa ou não – deve ser imbuída de uma experiência reveladora para aqueles que a testemunham e a consomem.
Ainda assim, o U2 guarda uma relação tênue com o cristianismo. Os integrantes da banda são de uma época de sangrento conflito religioso em seu país de origem, a Irlanda. Três deles – Bono, o guitarrista The Edge e o baterista Larry Mullen Jr. – eram membros de uma comunidade cristã em Dublin que, segundo consta no livro de Garrett, os levou a acreditar que a vida no rock e a vida seguindo aquela fé não seriam compatíveis.
Garret questiona: “O que você faz quando é ferido pela instituição, mas ainda ama Deus?”
Uma reação é abandonar aquela instituição e começar sua própria. De certa forma, foi o que o U2 fez – apresentando ao público uma fé particular. A outra é tentar consertar a instituição já existente, que é o que Bono vem tentando fazer recentemente, proferindo palestras em igrejas por toda a América para estimular o auxílio à África.
Como é evidente no título de um dos maiores sucessos da banda, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” (eu ainda não encontrei o que eu procuro), ele se encontra em uma busca interior, o que pode ter um efeito profundo naqueles que igualmente buscam por algo espiritual – e isso, juntamente com sua música, poderia explicar o extenso poder de atração que o U2 desperta.
Ainda assim, ter certeza de que esse “algo” foi encontrado é anular esse “algo” enquanto fé. Garrett destaca: “Muitos americanos estão comprometidos com uma visão de fé como uma crença absoluta. São pessoas que ficam sentadas olhando para o relógio. E foi para essa tarefa que Bono convocou as igrejas americanas: este modelo de salvação que ignora o fato de que fomos colocados aqui por uma razão especial, além da salvação pessoal. E é isso o que ele tem de mais persuasivo a oferecer: a ideia de que estamos juntos nessa jornada, caímos e nos levantamos juntos, carregamos uns aos outros”.
A faixa título do último álbum da banda, No Line on the Horizon (nenhuma linha no hrizonte) – o álbum mais voltado para a espiritualidade desde os primórdios do U2 – parece ser prova disso. Existe a imagem em si, a ausência de uma linha, um destino final. A canção também trás duas frases que valem ser destacadas: “O infinito é um bom lugar para começar”, e “O tempo é irrelevante, não é linear”.
Razim acha isso parecido com a abertura do Mar Vermelho. “Para mim, é como Deus abrindo um caminho onde parecia não haver caminho algum”. É a visão abrangente do cosmo, e do que está além dele, que não combina bem com a idéia do céu como um final de partida vitorioso. Tanto é que Bono disse à revista evangélica Christianity Today: “Costumo achar que a religião obstrui o caminho de Deus”. E The Edge falou à Hot Press em 2002: “Ainda tenho uma vida espiritual, mas não sou muito fã da religião por si só”.
Turnê eclesiástica
A Christianity Today definiu a turnê de Bono pelas igrejas americanas para incentivar o auxílio à África como “uma experiência de igrejas que deixam Bono com uma eclesiologia tão frágil que mede a missão da igreja quase que exclusivamente em termos geográficos”.
Garrett, porém, vê progressos nos trabalhos não-musicais de Bono. “Acho que hoje em dia mais pessoas acreditam nesta ideia de que a igreja precisa ser mais responsiva às necessidades do mundo e menos focada na salvação pessoal – especialmente entre os cristãos jovens. Acho que eles estavam na linha de frente disso”.
A música da banda encontrou seu caminho nas igrejas americanas através do serviço eucarístico U2charists, que vêm sendo realizado nos últimos seis anos.
Razim supervisionou dois deles na Palmer Memorial Episcopal Church: na passagem do ano de 2008 e no feriado de Juneteenth em 2009 – ambos com capacidade máxima de lotação. Um próximo está programado para o réveillon de 2009. A música de U2 é cantada e o dinheiro é arrecadado para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, condição imposta pela banda em troca de permitir que sua música seja veiculada sem royalties.
Ela diz que o U2charist é uma ação genuína, além de apoiar o envolvimento comunitário da igreja.
E, apesar de um relacionamento de certa forma tenso entre o U2 e qualquer organização religiosa em particular, Razim, assim como Garrett, vê afinidade na espiritualidade da banda. “Tem a ver com buscar, procurar”, disse ele. “A primeira vez que ouvi uma canção do U2 eu detectei isso. É uma jornada, com a fé se desenvolvendo e fazendo perguntas difíceis. Acho que a música deles confirma e fortalece isso, ela é uma verdadeira expressão de quem somos neste lugar e neste momento”.

The New York Times [ via Solomon ]

O Silmarillion


Estou lendo a obra de publicação póstuma, O Silmarillion de J.R.R. Tolkien. Depois que assisti a trilogia O Senhor dos Anéis, que é uma arte à parte, fiquei ansioso por ler a obra literária. Li O Senhor dos Anéis e fiquei apaixonado pelo mundo criado por Tolkien. O cara realmente tinha uma imaginação magnífica e que só pode ser um tremendo dom de Deus. Para que gostou da adaptação cinematográfica endosso insistentemente a leitura do livro - ou livros caso não sejam em volume único. É como diz o clichê, o livro é bem melhor que o filme (rs).

Minha noiva ganhou o volume único de O Senhor dos Anéis de uma amiga que parecia não saber o que estava fazendo. Simplesmente deu porque percebeu nosso gosto por ler. Claro, que quem se animou para ler tudinho fui eu.

Depois disso o desejo de ler O Hobbit, trama sobre Bilbo Bolseiro que precede O Senhor dos Anéis. Por sorte, recebo uma maravilhosa promoção do Submarino no meu email, com o kit (O Senhor dos Anéis 1,2 e 3, O Silmarillion e O Hobbit) de J.R.R. Tolkien, que normalmente sairia por volta de R$270,00, por uma bagatela de R$39,90. Não pude deixar passara oportunidade.

Agora estou lendo O Silmarillion que conta a criação do mundo de O Senhor dos Anéis. Até agora, uma narrativa poderosa, semelhante ao texto veterotestamentário do livro Gênesis. A criação de Arda, a origem dos seres, elfos, homens, anões... deuses, demônios, monstros e criaturas que habitam o universo "tolkiano" tem sido um deleite para alimentar a imaginação e a pronfundidade da história tão bem elaborada de Tolkien.

Publiquei isto no mob de leitura "Livros só mudam pessoas"

10 coisas que odeio em você

Li essa semana uma slogan bastante interessante que revela o quanto a igreja esta em baixa nos últimos tempos: ODEIO A IGREJA, NÃO JESUS!

A lista abaixo relacionada é direcionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.
Compartilho aqui o sentimento de inconformação de Davi quando disse a Deus: Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? E não abomino os que se levantam contra Ti? Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de fato.

O que eu odeio em ti, igreja dos nossos tempos?


1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de tu te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar pra bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em si, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.

2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.

3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além de tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.

4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se coubesse a ti essa prerrogativa divina de seleção. Deveria tu saber que essa é uma ação exclusiva de Deus.

5. A TUA DISCIPLINA CORRETIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.

6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazo de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsória às regras de teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.

7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas de suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar seus semelhantes, para mantê-los circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inativas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeiam.

8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a se sentirem absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo se tornam amargas e refratárias para o Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas a ti.

9. A FORMA IMORAL COM QUE TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra em teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que são subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRETAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!

10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVARANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saiba que existem milhões de pessoas que nunca adentraram em teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que teus pobres membros pretensiosos.

Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Como diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te...

A seguir, 10 coisas que amo em você, Igreja.

Manoel, no blog Manoel dC

Essa listinha pertinente me traz à memória um "textículo" que escrevi sob o título "Por que odeio a igreja".

P.S.: Também repliquei esse ótimo texto do Manoel no Pavablog#.
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